quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Processo de Humanização e Escola

A relevância da escola para o processo de humanização é de suma importância, vez que as relações humanas permeadas pela amizade e afetividade, geradas dentro da escola, estreita o vínculo entre a equipe gestora, professores, funcionários, alunos, pais e demais integrantes da comunidade escolar, auxiliando na construção do homem melhor, dotado de solidariedade, justiça, amor, respeito às diferenças... Como expresso por Freire, (2001, p. 155): “Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, sem aprender a refazer, a retocar o sonho, por causa do qual a gente se pôs a caminhar”. A contribuição da Educação Infantil no processo ensino-aprendizagem-desenvolvimento é fundamental, auxiliando na formação da identidade da criança (sócio-histórico-cultural), pois a partir das interações com os sujeitos (crianças e adultos) é que ela vai construindo suas aprendizagens. Estas interações começam no berço/família e se desenvolvem na escola, através práticas humanizadoras e atividades que estimulam os aspectos físicos, psicológicos e afetivos. Assim, a criança, ser único e especial, passa a ter vivências que estimulam positivamente sua aprendizagem e desenvolvimento. Conforme afirmou Aristóteles, “o homem é um ser eminentemente social” e, por viver em sociedade, suas atitudes afetam não só a sua vida como a dos demais.

Nice Aranha
Pedagoga Social
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais

domingo, 8 de janeiro de 2012

Educar

Este blog nasceu do anseio de elucidar as mais diversas formas relacionadas a necessidade de se chegar a uma educação justa.

Sabemos e nos amparamos em estudiosos para concluir que a condição essencial para que o princípio de justiça seja inserido no sistema de ensino, é sem sombra de dúvidas a igualdade de oportunidades, propiciada por uma política humana e justa dentro do processo educativo.

Não podemos imaginar quaisquer crescimentos sem o comprometimento com a melhoria da qualidade de vida do ser humano, somando-se os esforços, ao invés de parti-los e desmembrá-los.

Infelizmente é notório o predomínio de interesses materiais e imediatos, e o emprego inadequado da tecnologia, que acabam por desviar o homem do verdadeiro sentido de sua existência e da compreensão de seus direitos e deveres em face de si próprio, do próximo e da sociedade.

Aceitar, respeitar as diferenças e aprender com elas, reunir formas, experiências, métodos e atitudes, permitem uma integração maior entre os indivíduos, possibilitando uma educação de todos e para todos.

Um prazer recebê-los aqui, para aprimorarmos e trocarmos conhecimentos e experiências no intuíto de se repensar a educação para que a mesma se realize de forma justa.

Até breve.

Nice Aranha
Pedagoga Social

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CM Biro CDO Campinas

Novidades músicais da cultura popular...
Vale a pena conferir...

http://youtu.be/vQCgb8aEB28

http://youtu.be/9giilzri3gc

Capoeira, Samba, Swing e Axé
www.youtube.com
Músicas e ritmos de Capoeira da cultura Afro-brasileira, para quem acredita em nossa rica arte e cultura popular

domingo, 10 de abril de 2011

Uma nova educação para um novo humano

Precisamos tornar a nação mais eficiente em todas as áreas de atuação da sociedade agindo de forma justa, mas para tanto, esbarramos em idéias pré-concebidas e interesses sócios, políticos, econômicos e religiosos.

Muitas pessoas com grandes potencialidades deveriam ser encontradas e descobertas no ambiente social, mas infelizmente, não é o quê acontece. As condições sócio-econômicas impedem tal percepção e acabam por deitar caladas e até padecer no esquecimento importantes capacidades humanas, impedindo que produzam o melhor de si, não só em benefício próprio, como também em benefício da nação.

A educação tem que interferir nesta base, encontrar as qualidades dos educandos no intuito de possibilitar que integrem a sociedade de forma ativa e positiva, não os moldando ao sistema, mas permitindo-o conhecê-lo e inovar.

A nivelação de oportunidades no ensino visa encontrar potencialidades do educando para si e para a sociedade, porém, devemos nos esforçar para evitar os mesmos erros cometidos no passado. Temos que ter consciência que não somos mais um país colonizado, que temos uma importância enorme dentro do planeta, e que podemos e devemos escrever a nossa própria história.

Que a audição apurada do mudo e do cego nos permitam ouvir; que a visão perspicaz do surdo nos ensine a ver; que os cadeirantes nos ensinem que o mundo pode se construir com as mãos e assim por diante, pois é aprendendo com as diferenças que seremos capazes de fazer e ser, o melhor.

Semear a justiça, entre todos os estudantes para colhermos eficiência e prosperidade, e incentivarmos a todas as áreas do conhecimento, pois não precisamos, só de médicos, advogados e engenheiros, precisamos de bons pedreiros, ajudantes gerais, secretárias...

Não há mérito maior de quê dar oportunidade a todos, pois o mundo se constrói, a partir de todas as diferenças e potencialidades. Descobrir e ajudar o astro, não é a tarefa das mais difíceis, mas justificar todas as potencialidades humanas dentro da sociedade, harmonizando e permitindo o crescimento e o progresso, a isto sim, se presta à Educação.

Sua tarefa é encontrar a utilidade de todos dentro da sociedade, sejam gênios, apenas indivíduos comuns ou especiais. Todos se precisam e necessitam para viver em sociedade, único local onde o homem encontra a sua real essência humana.

Durante muito tempo nos afastamos do que somos e perdemos pelo caminho, a fé, os valores, o amor e a convivência harmônica. Criamos seres individualistas, interesseiros, egoístas, sofridos, extremistas, radicais, magoados, cheios de raiva, vingança e ódio no coração.

No Brasil, cultuamos uma política de cultura colonizatória da qual ainda não conseguimos nos desvencilhar, de onde o quê vem de fora é melhor, e temos que nos sujeitar as regras vindas de lá, pois que assim, progrediremos como eles.

É hora de acordar deste pesadelo medonho, onde não somos capazes de ser livres e verdadeiramente democratas. Precisamos acabar com o ensino acrítico; precisamos conhecer e viver a nossa realidade; precisamos nos permitir ter acesso a todas as formas de ensino formal e não-formal.

Necessitamos de uma escola igualitária e justa para todos, mas é preciso respeitar as diferenças incluindo a todos no processo educacional. Se voltarmos nossas atenções a educação básica, o todo educacional crescerá consequentemente, mas sem os alicerces, estamos contribuindo cada vez mais à decadência da educação brasileira.

Obviamente, temos que mudar e rápido antes que não haja possibilidades para a mudança, antes que tenhamos que começar tudo de novo entrando num processo retroativo sem limites.


Nice Aranha